Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 988
riódico. Comparando os dois gêneros, percebemos que o segundo
seria bem mais significativo para o jornal escolar, já que os alunos
poderiam fazer uma carta apresentando a seus leitores tanto o jornal como o projeto do qual participaram, numa linguagem muito
mais acessível, tanto a eles como à comunidade escolar. Ou seja, ao
modelizar o jornal/gênero é imprescindível não perder de vista o
contexto didático de produção.
Para a SD da carta do leitor, a intenção foi que o aluno se assumisse como leitor do jornal Folha de Londrina para comentar uma
matéria já publicada. Com isso, conseguimos articular um trabalho
sistemático tanto com a leitura como com a produção, além de desenvolver nos alunos capacidades de análise crítica. Essa capacidade,
de forma menos intensa, também é alvo do trabalho com a sinopse
de filme comentada – um texto que apresenta, de forma sintética, o
enredo de um filme, mas também “estrelinhas” que o avaliam (a
avaliação é medida pela quantidade de estrelinhas). Como esse gênero traz conjugado um outro – a ficha técnica do filme –, os dois
serão desenvolvidos numa mesma SD, a fim de otimizar as atividades didáticas. A proposta é que os alunos façam sinopses de filmes
que serão exibidos num evento para a comunidade, no final do ano,
como uma ferramenta de seleção para quem vai assisti-los.
Já a seleção do roteiro de eventos se deu pelo fato de esse ser um
gênero menos complexo, uma vez que a complexidade é um fator
que demanda tempo e, no nosso caso, o tempo é um obstáculo, pois
o projeto precisa contemplar vários processos de ensino-aprendizagem, para dar conta de construir o jornal dos alunos. Além disso,
compreendemos que esse gênero tem uma centralidade dentro do
jornal, pois informa sobre eventos que ainda vão acontecer, por isso
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas