Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 987
narrativa e argumentativa; linguagem mais formal e mais informal;
temas mais sérios e outros mais amenos; um gênero central e um
periférico. A grande dificuldade em relação aos dois gêneros foi encontrar, no jornal Folha de Londrina, textos mais próximos do universo dos alunos, já que os artigos de opinião publicados pelo jornal, na sua grande maioria, são fundamentados em temas controversos do mundo adulto, além de possuírem uma linguagem bastante complexa para o nível de letramento dos alunos. Quanto à
crônica, o problema é que os textos desse gênero publicados pelo
jornal-modelo não se dedicam à modalidade humorística, tanto as
escritas por cronistas fixos como as recebidas de contribuições leitores. Dessa forma, a alternativa foi buscar, em outras fontes,
exemplares que fossem coerentes com o trabalho didático.
No caso da carta ao leitor (ou do editor), a seleção passou por um
processo interessante, já que, no jornal-modelo, não existe esse gênero, somente o editorial. Embora muitos considerem o editorial e
a carta ao leitor o mesmo gênero, vemos neles uma diferença bastante acentuada. O editorial é mais encontrado no jornal impresso,
não sendo assinado, embora esteja pressuposto que o responsável
pelo que é dito é a “instituição jornalística” que o veicula. Seu objetivo é trazer um posicionamento do jornal em relação a um tema veiculado no dia, em especial, de maior impacto, na maioria das vezes,
aquele que encabeça a manchete. A carta ao leitor é encontrada,
quase sempre, nas revistas jornalísticas. É assinada pelo editor-chefe (geralmente, aparece a sua foto). Tem uma linguagem mais informal, mais próxima do leitor, já que seu objetivo é apresentar a
revista, comentar a matéria principal ou