Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 98

É evidente, nos resultados apresentados na tabela 4, a força da representação do texto acadêmico como algo difícil, árduo, que demanda esforço e observação de normas específicas por parte do estudante, traços que também se desenham com relação à prática da leitura, de acordo com dados da tabela 2, examinada anteriormente. É bem verdade, ainda, conforme se nota na tabela 3, que a menção à dificuldade também ocorreu em relação à prática de escrita (tomada em sentido geral, portanto com possibilidade de abarcar várias naturezas de texto), mas é flagrantemente mais ligada à escrita acadêmica. Examinadas separadamente as informações das tabelas 20 e 22 (sobre leitura e escrita, respectivamente) e comparadas com aquelas exibidas nas tabelas 21 e 23 (sobre leitura acadêmica e escrita acadêmica, respectivamente), chama a atenção, mais uma vez, como os aspectos focalizados como referência às práticas da esfera acadêmica não revelam sentimentos, ideias ou experiências positivas dos estudantes, tais como “prazer, gosto, etc.”, ao contrário do que ocorreu com relação à prática da leitura e da escrita nas tabelas 20 e 22. Isso faz supor que, subjacentemente às respostas dadas, e obviamente considerando prováveis sentidos atribuídos pelos estudantes às questões em foco, residem várias representações: por exemplo, a leitura (sobretudo a literária, conforme se pode intuir a partir das respostas compiladas) como fonte de prazer, possibilidade de evadir-se, sonhar; a leitura acadêmica como algo maçante, que entedia ou oferece muitas dificuldades ao estudante. Obviamente, admite-se que os textos podem demandar gestos de leitura diferentes, isto é, estratégias distintas conforme sua natureza. Isso não significa, no entanto, que apenas a natureza do gê82 Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas