Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 979
O tópico seguinte analisa e problematiza o processo de transposição didática externa do jornal escolar e dos gêneros selecionados
para compô-lo sob a mediação da metodologia das SD.
O jornal escolar: análise inicial da transposição didática externa
Para iniciar este breve relato analítico, nos detemos no planejamento logístico feito para dar conta do projeto de ensino. O primeiro
obstáculo encontrado foi: como envolver duas escolas, três turmas
do Ensino Fundamental (duas da escola A e uma da escola B) e treze
alunos-pibidianos na construção de um jornal escolar? Seria um
jornal para cada turma? Para cada escola? A nossa decisão foi tentar
articular as duas escolas na construção de um único jornal, uma vez
que seria demasiado complexo coordenar o planejamento e execução de mais de um jornal escolar. Como o subprojeto é também
objeto das nossas pesquisas científicas, vislumbramos a possibilidade de fazer trabalhos distintos nas duas escolas, pois isso nos daria
um panorama analítico-comparativo. Dessa forma, a opção foi, no
colégio B (mais carente em relação ao nível de letramento dos alunos), desenvolver, em uma mesma turma – 7º ano – duas SD distintas, paralelamente (uma em cada dia da semana), mas da maneira
“tradicional”: cada SD trabalharia um gênero diferente. Já na escola
A, a proposta foi desenvolver projetos de ensino distintos, em duas
turmas do 8º ano (um dia da semana em cada turma), mas que se
articulassem e se complementassem, com vistas à construção do
jornal escolar. Assim, em cada turma seriam desenvolvidas várias
SD, com gêneros diferentes, mas de forma que compusessem um
único projeto de ensino. Essa estratégia, de certa forma, viabilizou
a construção do jornal escolar, pois diluiu a produção dos textos enInvestigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas
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