Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 976
tratados como pré-construtos sócio-históricos e, como tais, sempre
perpassados por regras, crenças, ideologias, as quais precisam ser
discutidas em sala de aula como partes indissociáveis da atividade
linguageira. Da mesma forma, nessa perspectiva, não é preciso um
professor especialista nas técnicas do jornalismo, mas um docente
conectado com o mundo contemporâneo, capaz de estabelecer diálogos entre os conhecimentos manipulados pela escola e as informações disponibilizadas pela imprensa, rádio, TV, internet (cf. BARROS, 2014).
Tendo como eixo central a apropriação de um gênero de texto
(jornalístico ou não), os estudiosos do ISD, corrente teórica que
fundamenta nossa pesquisa, viabilizaram uma engenharia didática
pautada na construção de duas ferramentas: o modelo didático e a sequência didática (SD). Para Dolz, Gagnon e Decândio (2010), o modelo didático deve explicitar três dimensões do gênero: 1) os saberes
de referência em relação a uma prática de linguagem; 2) a descrição
das suas diferentes características textuais/ discursivas/ contextuais; 3) as capacidades de linguagem dos aprendizes que serão alvo
da transposição didática. Esse processo possibilita que o professor
(ou o responsável pela elaboração da SD) modelize o gênero, a fim
de adequá-lo ao contexto de intervenção, solidarizando (SCHNEUWLY; DOLZ, 2004b, p. 82) os seus propósitos como objeto social de referência aos objetivos didáticos. A ferramenta “modelo didático” é,
pois, o suporte para a elaboração da ferramenta “sequência didática”: “uma seqüência de módulos de ensino, organizados conjuntamente para melhorar uma determinada prática de linguagem”, cujo
objetivo é buscar “confrontar os alunos com práticas de linguagem
historicamente construídas, os gêneros textuais, para lhes dar a po960
Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas