Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 975
A potencialidade dos gêneros do jornal como protagonistas do
ensino da língua já foi discutida por inúmeros pesquisadores, entre
eles Bonini (2011), Franco de Oliveira (2009), Baltar et al. (2008), Faria e Zanchetta Jr. (2007); cada qual imprimindo uma perspectiva
teórica para a abordagem dessa problemática. Na visão assumida
pela nossa pesquisa, é possível tomar os gêneros do jornal como objetos e/ou instrumentos do letramento escolar, pois acreditamos
que eles podem ser tanto o meio como o fim da atividade de apropriação de uma prática de linguagem jornalística. Podem ser considerados o objeto unificador, o eixo central do processo de ensino da
língua, sendo a sua apropriação a finalidade das ações didáticas, a
partir das quais eles podem ser transformados/adaptados. Também
podem ser vistos como instrumento mediador da aprendizagem e
norteador do agir do professor, determinando objetivos, escolhas
teórico-metodológicas. É bom ressaltar que tomar o gênero como
instrumento não significa considerá-lo “pretexto” para o ensino de
conteúdos linguísticos isolados, descontetualizados, ou para a apresentação da estrutura textual. Em ambas as perspectivas não pode
ser desconsiderada a noção de gênero como artefato linguageiro indexado a contextos sociais situados.
Além disso, sob o ponto de vista trabalhado, nas duas possibilidades – os gêneros do jornal como objeto ou como instrumento –
e spera-se que o aluno aproprie-se das práticas discursivas tanto no
âmbito da leitura como da produção, sem, com isso, transformar-se
em um “jornalista”, “crítico de cinema”, “cronista”, “comentador”,
etc. Ou seja, o objetivo não é profissionalizar o estudante para atuar
na área da “redação jornalística”, mas inseri-lo nas práticas letradas
veiculadas pelo jornal. Os gêneros da esfera jornalística devem ser
Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas
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