Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 971

ciado à instituição escolar. E a escola, como sabemos, é uma das mais importantes instituições formais na nossa sociedade, é a principal agência de letramento (KLEIMAN, 1995). Ensinar a ler e escrever se tornou, na contemporaneidade, uma tarefa quase que exclusiva dos professores, sobretudo, dos de Língua Portuguesa. Como formadora de professores (tanto em nível inicial como continuado), temos observado que o ensino da produção escrita vem passando por uma crise bastante acentuada. Com a mudança de perspectiva em relação ao ensino da língua portuguesa, instigada pelas vastas pesquisas da área, desde os anos 80, e pelas proposições das novas diretrizes oficiais da educação (BRASIL, 1998, 2006; PARANÁ, 2008; entre outros) e seus instrumentos de avaliação (Prova Brasil, ENEM, entre outros), passou-se a tomar o texto como unidade de ensino. Ou seja, é o texto, visto em toda a sua dimensão contextual e discursiva, e sob a perspectiva dos gêneros textuais, que deveria direcionar o ensino da língua. Entretanto, quando toma-se esse novo foco de ensino para a produção escrita, e não mais as “redações”, que tradicionalmente vem sendo trabalhadas pela escola, parece que há um consenso entre os professores de que esse é um trabalho “difícil”, “impossível” até certa forma, levando-se em conta o atual contexto educacional brasileiro, principalmente das escolas públicas. Percebemos que o ensino da escrita vem sendo, de certa forma, negligenciado pela grande maioria dos educadores. Essa negligência se reflete em dois panoramas: ou a produção escrita é quase excluída das atividades de ensino144 ou ela é trabalhada de 144 Recebemos, num curso de formação continuada, depoimento de um professor do Ensino Fundamental de que até aquele momento, terceiro bimestre do ano letivo, ainda não tinha solicitado nenhuma produção textual para seus alunos. Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 955