Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Seite 83

exemplos do cotidiano merece destaque. Esses exemplos, no entanto, são para serem corrigidos segundo a norma culta da língua. Nesse sentido, há um ensino condizente com a época e muito semelhante com o que ainda é hoje criticado pelos autores aqui mencionados (FRANCHI, 2006; TRAVAGLIA, 2008; POSSENTI, 1996/2010) e o que parece ser ainda bastante propagado nos materiais didáticos, segundo as pesquisas aqui expostas anteriormente apresentaram. Considerações finais A análise mostrou uma possível visão do ensino da gramática há 80 anos através de um livro didático escrito por um filólogo. Recuperando as questões formuladas no início do trabalho, podemos concluir que as pesquisas mais recentes têm uma grande preocupação em verificar o que é feito nas aulas de gramática e o que os livros didáticos e o que os textos planificadores do trabalho de ensino apresentam como propostas de ensino de gramática. Pudemos compreender também que alguns dos autores de base no Brasil, como Franchi, Possenti e Travaglia, defendem a ideia de uma aula cujo objetivo da gramática seja instrumentalizar o aluno e não apenas o aprendizado de regras. Dessa forma, podemos concluir que há uma necessidade de o futuro professor de língua portuguesa rever, em sua prática didática, o velho conceito de certo ou errado em relação à norma gramatical. A análise dos livros nos mostrou que esse tipo de atividade era corriqueira nos exercícios propostos, uma vez que eram desconsideradas as variantes da língua, mesmo com os exercícios sendo de situações reais. No entanto, a preocupação em compilar orações retiInvestigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 67