Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 84
radas de contextos autênticos tanto escritos quanto orais (trechos
de conversas, por exemplo) e, portanto, um olhar sincrônico sobre a
língua em uso é bastante revelador para um período em que os estudos da língua não tinham ainda a influência da Linguística tal
como difundida hoje, mesmo se levando em consideração que o objetivo fosse a correção segundo as regras normativas.
Se pensarmos que, ainda hoje, fazem-se exercícios de correção
de frases isoladas, e não necessariamente retiradas da língua em
uso, a perspectiva apresentada na obra parece bastante inovadora.
Assim, essa análise pretende contribuir para iniciar uma reflexão
sobre a gramática e seu ensino levando-se em conta os agentes da atividade docente (professor, alunos, material didático) dentro de uma
abordagem complexa de trabalho docente (MACHADO, 2004), considerando também obras didáticas que acabaram se dispersando no tempo,
pois, como vemos, elas podem revelar um início de abordagem que
considera o uso da língua em contexto e podem nos dar pistas para revermos nossas práticas atuais e refletirmos sobre o que era e sobre o
que é feito em relação ao ensino gramatical.
Referências bibliográficas
ANTUNES, Irandé (2007). Muito além da gramática. Por um ensino de línguas
sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola.
APARECIDA, Ana Silvia Moço (2006). A produção da inovação em aulas de gramática do ensino fundamental II da escola pública estadual paulista, Universidade Estadual de Campinas – Instituto de Estudos de Linguagem.
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda (2000). História da Educação. São Paulo: Moderna, 2ª ed.
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas