Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Seite 75

gem de língua de conhecimento linguístico e de leitor presentes no livro didático, tentando responder à seguinte questão: como o saber gramatical é didatizado pelo livro didático? Ribeiro chegou à conclusão de que a gramática ainda é quem “comanda” o ensino, que o conhecimento linguístico presente nas propostas ainda se resume em estudar uma gramática fechada em conceitos e regras simplificadas e banalizadas, por meio de exercícios para que o leitor identifique fatos gramaticais. Precioso e Abreu-Tardelli (no prelo), por sua vez, investigam o modo como os livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II, aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático-2014, abordam o ensino de gramática, partindo da comparação entre a proposta dos manuais quanto ao ensino da gramática e o que se efetivou no livro do aluno, mais especificamente em relação ao tratamento dado ao ensino da oração adjetiva. Segundo as autoras, de maneira geral, a análise das atividades sobre a oração subordinada adjetiva demonstrou que predominam nos livros didáticos as atividades de gramática teórica, já que eles exploram essencialmente a apropriação de metalinguagem e de nomenclatura referentes ao tema. No entanto, as autoras identificaram também atividades explorando a gramática descritiva. Entretanto, segundo as autoras, essas atividades normalmente apresentam exemplos descontextualizados e textos artificiais, além de serem exercícios mecânicos sobre a língua. O conhecimento das unidades e regras da língua associado à reflexão sobre o funcionamento dos aspectos linguísticos no texto acontece com frequência bem inferior às atividades de nomenclatura e metalinguagem. Saindo dos livros e adentrando a sala de aula, Aparecida (2006) investiga como a inovação é produzida em aulas de gramática. No Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 59