Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 739

da atividade realizada, mas também o que não se faz, o que se tenta fazer sem conseguir, o que se gostaria ou poderia ter feito, o que se pensa fazer em outra ocasião, e, até mesmo o que se faz para não fazer o que esperam de si (CLOT, 1999). Sob o ângulo da Clínica da Atividade, o estudo do trabalho interessa-se também pelos processos conscientes e inconscientes desencadeados durante a realização da atividade. Para ser bem sucedido, esse estudo precisa ser feito dentro das situações de trabalho e em parceria com os trabalhadores. Ele deve transformar as situações de trabalho e propiciar espaços de verbalização sobre a atividade a fim de desencadear um processo de desenvolvimento dos coletivos de trabalho e de transformação do métier. Um dos espaços de verbalização sobre o trabalho consiste na autocofrontação, uma metodologia de análise do trabalho que se baseia na observação pelo trabalhador de sua própria atividade, propiciando-lhe a oportunidade de “reviver a experiência vivida” (CLOT, 2001). Em um primeiro momento, forma-se um coletivo de trabalhadores interessados em analisar seu próprio agir e em discutir sobre a diversidade de práticas, as dificuldades e as soluções encontradas para a realização de seu trabalho. Depois, dois representantes do coletivo são filmados em atividade e entrevistados diante dos filmes de seu trabalho, individualmente, cada um assistindo seu filme, ao que se dá o nome de autoconfrontação simples. Mais tarde, na autoconfrontação cruzada, os trabalhadores assistem juntos aos filmes correspondentes à atividade de ambos, de modo a revelar suas arbitragens, discutir sobre os conflitos vividos e comparar diferentes maneiras de conduzir sua tarefa. Por fim, a discussão é retomada junto ao coletivo de trabalho. Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 723