Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 736
autor, a espécie humana caracteriza-se “pela extrema diversidade e
pela complexidade de suas formas de organização e de suas formas
de atividade. Essa evolução espetacular está indissoluvelmente relacionada à emergência de um modo de comunicação particular, a
linguagem, e essa emergência confere às organizações e atividades
humanas uma dimensão particular, que justifica que sejam chamadas de sociais, dessa vez no sentido estrito do termo” (Bronckart
1999/2009, p. 31).
No contexto brasileiro, são notáveis as contribuições e influências do ISD, principalmente no tange o ensino-aprendizagem por
meio de gêneros textuais. Em nossa pesquisa, os aportes teóricometodológicos do ISD não se limitam a uma visão do homem e de
sua atividade de linguagem. O ISD também nos fornece um modelo
de análise de textos e categorias de análise dos modos de prefiguração do agir humano em textos sobre o trabalho, as figuras de ação
(BULEA, 2010), que nos ajudarão a compreender a interpretação
que os tutores participantes da pesquisa fazem de seu agir.
Segundo Bronckart (2006), o interesse da didática das línguas
no trabalho efetivo do professor é ainda recente. Conforme o autor,
entre o século XIX e o século XX, a escola foi vista como local de
aplicação direta de saberes científicos. No campo da didática do
francês como língua estrangeira, esse momento histórico se inscreve em uma perspectiva que alguns autores chamam de “aplicacionista” (GALISSON, PUREN, 1999). Entretanto, com a evolução da
didática das línguas e seu contato com a Ergonomia e a Análise do
trabalho, há um interesse crescente em compreender as relações de
força às quais o trabalho do professor se submete. O mesmo movimento de aproximação entre a didática das línguas e as ciências do
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas