Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 735
2014), uma vertente do grupo ALTER - Análise de Linguagem, Trabalho Educacional e suas Relações (ABREU-TARDELLI, 2006; LOUSADA, 2006, 2011, BUENO, 2007, MACHADO e GUIMARÃES, 2009;
MACHADO e LOUSADA, 2010, MUNIZ-OLIVEIRA, 2011; BARRICELLI, 2012). As pesquisas de nosso grupo se inscrevem na linha teórica do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 1999, 2006,
2008) e se interessam pelo trabalho educacional como um todo, visando compreender a articulação de seus três polos: o trabalho do
professor, os artefatos usados para esse trabalho e o resultado desse
trabalho na aprendizagem dos alunos.
No âmago de nosso projeto está o conceito vygotskiano de mediação, segundo o qual o homem, por ser dotado de funções psicológicas superiores, psicológicas superiores, é capaz de criar instrumentos para sua ação e assim estabelecer uma relação mediada
com o meio em que vive (1926/2004). Esses instrumentos podem ser
não-simbólicos, como uma pá ou uma foice, ou simbólicos, dentre
os quais se destaca a linguagem. Por intermédio da linguagem
como instrumento de interação, o homem toma conhecimento de
sua própria história, o que lhe confere também identidade cultural.
Vygotski fala de uma experiência social coletiva, através da qual somos capazes de nos apropriarmos de conhecimentos que nunca experimentamos, apenas pelo relato de outrem, ou seja, pela interação e troca social (VYGOTSKI, 1926/2004, p. 41,42). Ainda que essa
interação se dê em uma grande diversidade de espaços sociais, para
Vygotski o espaço escolar tem papel preponderante no desenvolvimento dos sujeitos.
Bronckart (1999/2009, p. 31) retoma as reflexões vygotskianas,
destacando o papel da linguagem na evolução humana. Segundo o
Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas
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