Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 734
Neste artigo, apresentaremos as linhas gerais de uma pesquisa de
doutorado em fase inicial que se interroga sobre o estatuto da atividade
do tuteur de novos professores de francês. Em nossa pesquisa, pretendemos analisar o “tutorat”, uma formação oferecida aos professores iniciantes dos Cursos Extracurriculares de Francês da FFLCH-USP, no intuito de compreender de que forma a interação entre professores
iniciantes e seus colegas mais experientes pode (ou não) contribuir
para o desenvolvimento de ambos.
Baseando-nos, por um lado, em autores adeptos do Interacionismo
Sociodiscursivo na Suíça e no Brasil (BRONCKART 1999/2009, 2006,
2008; MACHADO e GUIMARÃES, 2009), e, por outro lado, em pesquisas sobre o trabalho de modo geral (CLOT, 1999, 2001, 2008; CLOT e
FAÏTA, 2000; Faïta e Vieira, 2003; GUÉRIN et al., 2001)e sobre o trabalho educacional (FAÏTA, 2004, 2011; SAUJAT, 2004; AMIGUES, 2004;
MOUTON, 2004, 2009), partimos do pressuposto de que o trabalho do
professor não se resume à sua parte observável – o ensino. Sua atividade engloba uma dimensão psicológica que compõe uma espécie de
“face oculta” do trabalho, cujos traços se revelam por meio da verbalização sobre o trabalho. Nesse sentido, as pesquisas no campo das Ciências do Trabalho e da Linguística Aplicada se complementam na busca
por uma compreensão ampliada do trabalho educacional. É o que discutiremos na próxima seção.
Quadro teórico
Esta pesquisa se insere no conjunto dos trabalhos do grupo ALTERAGE/CNPq (LOUSADA, 2011; GUIMARÃES-SANTOS, 2012; BARRICELLI e LOUSADA, 2013; DANTAS-LONGHI, 2013; LOUSADA E
DANTAS-LONGHI, 2014; ROCHA, 2014; MELÃO, 2014; OLIVEIRA,
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas