Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 73
foi abordado por Franchi na década de 80, continua na discussão
apresentada por Travaglia, vinte anos depois.
Outra obra bastante lida na década de 90 pelos interessados no assunto, foi a de Sírio Possenti, intitulada Por que (não) ensinar gramática
na escola. O autor aboda os conceitos de gramática e algumas questões
práticas de como trabalhar em sala de aula baseado nas produções dos
alunos. Para ele, o objetivo da escola não é ensinar uma variedade no
lugar de outra, mas sim criar condições para que os alunos conheçam
as diversas variedades (incluindo a variedade padrão), reconhecendo
sua variedade como uma em meio a tantas. Segundo Possenti, é um
equívoco pensar que é difícil aprender a norma padrão se ela estiver
consistentemente exposta ao aluno e essa exposição deveria se dar por
meio da leitura e da escrita. O autor também aborda os tipos de gramática (normativa, descritiva e internalizada) e defende a aplicação dessas
três gramáticas no ensino, indo da internalizada para a descritiva e depois para a normativa. Assim, o professor, segundo o autor, deve primeiramente aumentar o domínio linguístico do aluno, expondo por
meio de livros as formas que ele não conhece, mas que precisa conhecer
para ser competente na língua escrita. Em seguida, é necessário propor
diversas possibilidades de construções e promover discussões a respeito de quem utiliza o que e em que condições determinadas construções
podem ser usadas na escrita. A terceira discussão deve ser sobre aceitação ou rejeição social de tais formas. Esse é o principal método de ensinar gramática proposto pelo autor. Para ele também, é importante
deixar claro para os alunos que não existem textos errados ou corretos,
mas sim, textos mais ou menos adequados a determinadas situações e
que o ensino de gramática deve ser uma tarefa de construção de conhecimentos por parte dos alunos.
Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas
57