Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 72
para poder fazer usos adequados. O autor chama a atenção para alguns preconceitos, sendo que o da norma culta (da classe de prestígio), que constitui o português correto é uma das mais preocupantes porque apresenta a variedade culta ou padrão como a única possível no uso da língua. Para o autor, é inadmissível a atitude de
querer que o aluno apague ou substitua a variedade de seu grupo de
origem, daí a proposta de desenvolver a competência comunicativa,
substituindo definitivamente a ideia de uso certo e uso errado pela
de uso adequado e não adequado. Segundo o autor, o ensino de gramática nas escolas tem sido primordialmente prescritivo, apegando-se a regras de gramática normativa que são estabelecidas de
acordo com a tradição literária clássica e uma ausência quase total
de atividades de produção e compreensão de textos. Há também,
segundo o autor, um grande uso de metalinguagem no ensino de
gramática teórica para a identificação e classificação de categorias,
relações e funções dos elementos linguísticos nas aulas. Travaglia
aponta a importância do livro didático por ser a única fonte de consulta e informação da grande maioria dos professores e propõe que
o professor deve explorar a riqueza e a variedade dos recursos linguísticos em atividade de ensino gramatical que se relacionem diretamente com o uso desses mesmos recursos para a produção e compreensão de textos em situações de interação comunicativa.
Ambos os autores Carlos Franchi e Luiz Carlos Travaglia compartilham da ideia de que as aulas precisam ser mais abertas às variedades da língua, que o ensino de gramática não pode simplesmente substituir a língua em uso do falante, mas sim ensinar que
existem situações que determinam uma linguagem apropriada.
Essa visão compartilhada por ambos mostra como esse assunto que
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas