Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Página 70
quase um século é visto como fazendo parte dos pré-construídos e
de uma história que pode ter sido valorizada ou apagada por diferentes motivos ao longo dos anos.
Tendo em vista então a importância de se olhar para o passado a
fim de compreender o nosso presente, buscamos neste artigo primeiramente compreender o que pesquisadores atuais que se voltam à questão do ensino da gramática em uma perspectiva que vai
além do mero ensino da norma urbana de prestígio, o que já parece
ser consenso entre os pesquisadores e estudiosos da gramática no
Brasil. Dentre esses autores, retomaremos aqui três deles, Franchi
(2006), Possenti (1996/2010) e Travaglia (2008), apesar de haver
muitos outros como Bagno (2013) e Antunes (2014), para citar mais
alguns. Em seguida, apresentaremos algumas pesquisas que se voltaram para análises e reflexões sobre ensino de gramática, livro didático e sala de aula. A partir desse quadro contextualizador do ensino de gramática no contexto brasileiro atual, apresentaremos a
análise de um livro didático da década de 1930 e as reflexões que
essa análise nos levaram para se compreender as propostas atuais e
o trabalho docente em sala de aula.
O ensino da gramática da língua portuguesa: uma visita a autores
de referência
O livro Mas o que é mesmo “GRAMÁTICA” é uma organização feita por
Possenti de textos de Carlos Franchi sobre o ensino de gramática
nas escolas feitos para professores na década de 80. Na obra, Franchi propõe três questões: o que é gramática, o que são as regras gramaticais e o que significa saber gramática. Abordando o assunto de
ensino, Franchi diz que o objetivo principal da escola é ensinar a
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas