Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Página 462
científico produzido na área, de modo a contribuir para os processos de letramento dos alunos, em função da demanda dos diferentes cursos. Pela atividade reflexiva e participativa do grupo, é possível pensar e projetar novas formas de ação. Na singularidade confrontada pelo trabalho coletivizado, vai-se construindo um novo
ator na área da docência. É o que parece sinalizar o excerto do relatório assinado por um monitor-oficineiro em atuação em oficinas
para graduandos de Letras:
c) “Durante algumas oficinas, alguns alunos manifestavam o quanto
achavam pertinente aquela abordagem, já que a enxergavam como
uma possibilidade de construir e ler melhor os diversos textos. Assim, eles pareciam perceber como as estruturas de um texto não estão aleatoriamente presentes, mas são postas de forma que denunciam efeitos, objetivos, possibilidade de leitura e interpretação. A
gramática, nesse sentido, deixava de ser vista apenas como uma série
de normas a serem seguidas, mas como instrumentos de organização textual, estabelecendo relações e articulando um texto.” (R-Letras - 2010)
A avaliação contida no relatório (exemplo 3) permite apreender um
discurso de um enunciador marcado por um processo de construção
identitária de professor afinado com os saberes produzidos sob uma
visão discursiva e enunciativa de língua e de linguagem, cuja atividade
prevê a integração entre o dito e os modos de dizer. Nesse movimento,
é possível flagrar a reação a uma concepção hegemônica de ensino gramatical preso a regras e normas, possibilitando a percepção de gramática a serviço dos propósitos comunicativos.
Nesse processo dinâmico e interativo, os graduandos vão ressignificando o próprio lugar de acadêmico de Letras, investindo na as446
Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas