Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 460

sional pela objetivação do “eu-sujeito”, processo em que, para tratar a si mesmo e referir-se a si mesmo (autorreferência), o sujeito o faz por meio da “auto-eco-organização”. Tal fenômeno, descrito por Morin (1996, p. 49), aponta para a necessidade de, ao “tratar de mim mesmo, referir-me a mim mesmo”, o faço pela referência ao mundo externo, o que implica “um mínimo de objetivação de mim mesmo, uma vez que permaneço como eu-sujeito.” Nas reuniões para planejamento ou avaliação das atividades desenvolvidas, observa-se que os alunos trazem representações de ensino e de aprendizagem calcadas em uma visão transmissiva de conhecimentos, cujos sujeitos não desempenham papéis de agentes do processo. A partir de leituras e reflexões possibilitadas pelas discussões com o grupo e a coordenação, percebe-se que as atividades propostas passam a explorar capacidades leitoras dos alunos, tendo em vista uma visão discursiva e enunciativa de linguagem. Examinemos, a seguir, uma passagem do relatório (R) de fim de semestre, produzido por dois monitores com experiência em oficinas para alunos de Ciências Contábeis e Administração: b) Sobre as dificuldades e dúvidas dos alunos, estávamos sempre atentos. Houve várias discussões coletivas e também individuais. Quando os alunos nos chamavam individualmente, E. ou P. ficava com ele até mesmo depois do término da oficina. Outro instrumento que colocamos à disposição dos alunos foram nossos e-mails. Acreditamos que todas as dúvidas e questionamentos que apresentaram, conseguimos sanar. É claro que também tínhamos as nossas dúvidas e limitações, medos e 444 Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas