Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 459

ria das vezes faz com que os alunos olhem para a atividade proposta como algo impossível de ser feito ao invés de algo a aprender. Acredito que atividades como as oficinas de produção de texto servem para os alunos aprenderem as técnicas necessárias para produção de tais textos e faz com que eles percam o medo pois os alunos de certa maneira veem seus monitores como colegas de curso. (MS-J-Letras-2006) Inicialmente, cabe assinalar que a ação discursiva demandada pela justificativa pode orientar para um modo de dizer em que o sujeito enunciador se projeta como alguém com predicados para assumir o lugar pleiteado no grupo. No exemplo em questão, emerge uma representação acerca dos gêneros produzidos no espaço acadêmico como algo difícil e complexo, o que se materializa no agenciamento da metáfora “bicho de sete cabeças”, seguida de expressões cunhadas no campo semântico da tragédia e do temor (em destaque no excerto). Interessante observar certo distanciamento do enunciador em relação ao dito; ao usar a terceira pessoa do verbo, a estudante não se inclui entre os demais graduandos, como a demonstrar um não pertencimento ao grupo de onde procede, além de se posicionar entre os que possuem condições de integrar um novo grupo: o de monitores das oficinas. Observe-se ainda, no exemplo 1, que as práticas de produção de textos são desenvolvidas a partir da ideia de técnicas a serem aprendidas pelos alunos, o que nos autoriza a pensar em uma representação de ensino e de aprendizagem construída nas relações com experiências escolares recentes, provavelmente, na educação básica e nos primeiros semestres da graduação. Vislumbra-se, portanto, o fenômeno de constituição da identidade de futuro profisInvestigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 443