Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 398
A fala da profa dá indícios da sua capacidade de avaliação - gesto
de regulação do próprio agir -, implicado na pilotagem da atividade,
ampliando, assim a mobilização de atos reflexivos. Ao revelar que
“teve de improvisar de novo” diante do resultado frustrante, buscou
o que Clot (2006, p.233) define como “novas mobilizações psíquicas,
reconfigurando o objetivo”. Como postula o autor, a concepção de
atividade realizada pelo sujeito pressupõe essas novas possibilidades para a criação do novo, assim como as improvisações que não
são só produto do gênero da atividade, mas são também uma realização única do sujeito. No trabalho real, diante dos impedimentos à
atividade autoprescrita no Projeto de Implementação Pedagógica
que solaparam os gestos embutidos na macropreocupação de tessitura das atividades, ela “tirou da cartola” um modo novo de atingir
o seu objetivo.
O que está implicado no gênero de discurso (BAKHTIN,
1979/2003) ou de atividade (CLOT, 2006) dessa aula apresenta, de
um lado as forças de concentração que permitem a repetição dos
gestos profissionais fundadores do trabalho educacional; de outro
lado, demonstra a flexibilidade que permite a (re)configuração pela
recriação e ajustamento à circunstância singular do contexto (como
“formas ou tipos relativamente estáveis de ação humana”). Ao se deparar com as imagens de si durante o trabalho com os alunos, a
prof.a fala do se H[