Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 397
improvisar de novo”. A tomada de consciência do que devia fazer
mas não conseguiu ocasionou a busca de novas formas de fazer,
tornando-se potencialmente desenvolvimental porque “gerou em
seguida uma reestruturação psíquica positiva” (BRONCKART,
20113, p. 104).
Mediadora: olha lá! o que aquela aluna está fazendo? Ela não está
olhando alguma coisa debaixo da carteira... o que será? O que
você pensa sobre isso? Ela não está se importando com a aula!
Prof: Aquela menina ali no canto ... o que que ela tá olhando debaixo
da carteira? O celular? Sei lá ... tá vendo? A gente quer fazer mas
nada dá certo ... deu vontade de falar pra eles abrirem o livro didático e pronto ... chega de sequência didática... chega de crônica
eles não se importam com crônicas literárias bonitas do Machado
... do Drumond ... a gente planeja e vira confusão porque as coisas não acontecem como a gente quer...
A profa. coloca em cheque a realização do seu trabalho também
em função das cobranças externas (dos pais, dos próprios alunos)
que, por caminhos diferentes se referem à “incompetência”, do professor. Ela sofre por esse tipo de prática que visualiza no vídeo e
avalia negativamente, ao mesmo tempo que expressa seus sentimentos de impotência diante dos obstáculos.Como afirma Clot
(2006, p.77) “a vitalidade do gênero depende justamente desse debate”. A linguagem se torna o instrumento de trabalho da mediadora (formadora) e da profa.que agem no sentido de promover o diálogo sobre a atividade real configurada nos gestos profissionais,
procedimento metodológico que contribui para a tomada de consciência dos acontecimentos que envolvem a prática docente.
Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas
381