Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Seite 394
passear ... dar uma volta e olhar tudo que servisse de tema para
as crônicas ... mas eles não fizeram a tarefa de casa. Então eu tive
de improvisar porque não tinha tema nenhum! E eles tinham
gostado tanto da minha proposta .... quem não gosta de passear
só olhando as coisas?
Mediadora: Você acha que esse gesto de tecer, amarrar o saber de antes com o que você está construindo agora, vale a pena? É importante para a aprendizagem dos alunos?
Prof.: É muito importante sim... você falava isso no planejamento ...
tem de amarrar aquilo que se está estudando com o que já foi estudado ... dar uma sequência amarrando ... senão vai ficando
tudo solto na cabeça do aluno e ele esquece rapidinho.
Mediadora: Você encarou um problemão! Sem a tarefa de casa que
eles deviam ter trazido você não tinha os temas das crônicas.
Como você enfrentou esse problema? Que decisão tomou? Valeu a
pena tomar essa decisão?
Prof.: Nada ... não consegui nada. Olha eu andando pela sala ...
ninguém trouxe... eu pensei que pelo menos alguns iam pedir aos
pais para dar uma volta de carro observando a cidade ... se alguns alunos tivessem trazido temas eu ia colocar em grupos...
porque eles iam trabalhar melhor nos grupos. Mas olha aí ... ninguém se importou com a tarefa....
A profa se dá conta dos impedimentos da atividade e aponta
aquilo que não consegue realizar. Fica latente a sua crença de que o
trabalho em grupo é a melhor estratégia para organizar a aula, deixando implícito o que já afirmara nas entrevistas iniciais “a postura
do professor como transmissor do conhecimento e os alunos como
receptores passivos, em silêncio, isso faz parte da didática tradicio-
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas