Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 388

A modelização do agir pelo poder integrador das macropreocupações do professor proposta por Bucheton (2014), constitui um instrumental analítico com critérios bem definidos que me ajudam a mediar as diversas semioses /reconfigurações linguageiras e cognitivas que são operadas na dinâmica da aula, contribuindo para que o formador e o professor em situação de autoconfrontação interpretem e compreendam o agir, o dizer e o pensar no momento da ação, o que pode contribuir para a definição de possíveis ajustamentos nos gestos profissionais que as macropreocupações fundamentam. No curso de uma situação de ensino, a força investida a uma macropreocupação evolui, se modifica em função da (co)construção do saber pelo professor e alunos. Por exemplo, o indicador da macropreocupação de atmosfera pode apresentar um valor 9 (em uma escala de 0 a 10) por incitar, animar, seduzir os alunos para que “entrem” na tarefa que introduz uma sequência didática, no momento de “apresentação do projeto de comunicação à classe” (Schneuwly e Dolz, 2004) e, depois, nas tarefas dos módulos subsequentes ser negligenciada pelo professor, o que pode tornar os alunos apáticos e pouco envolvidos com as tarefas. Quanto à pilotagem, esta pode estar associada a um indicador do tipo “consigna” se o professor apresenta os comandos da tarefa que os alunos devem realizar. Da mesma forma, o valor atribuído a cada uma das demais macropreocupações pode ser alto ou baixo dependendo do esforço do professor para criar uma situação de ensino. Nesse sentido adoto um “indicador de força” em uma escala de zero a dez para ajudar o professor a avaliar e autorregular o seu esforço, fazendo delas instrumentos potenciais para o seu desenvolvimento profissional. 372 Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas