Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 386
gestos do professor, outros ainda, gestos didáticos fundadores, gestos de
ajustamento e gestos didáticos específicos. A noção de gestos profissionais nos leva a perceber que não se trata apenas de conceber gesto
como meros movimentos corporais, mas de compreendê-los “como
uma dimensão simbólica e interpretativa, uma intencionalidade e
um efeito estruturador dentro do trabalho do professor” (JORRO,
2006). Em síntese, não se trata de pensar separadamente a didática
e a pedagogia, assim como a conduta do professor e dos alunos.
Para Bucheton (2012), trata-se de observar as maneiras diversas
como os professores agem, adaptam-se aos diversos contextos, escolhem seus objetos e instrumentos de trabalho, regulam seu trabalho e
o dos alunos, avaliam e modificam os projetos didáticos. Nesse sentido,
argumento a favor de uma compreensão dos dispositivos envolvidos na
formação de professores, o que implica observar tanto a realização dos
gestos, quanto a atualização e reinvenção a que eles estão sujeitos, conforme a dinâmica e especificidade da situação. O gesto é indicador de
movimento discursivo que se direciona a outrem, o que traduz a dimensão pragmática do trabalho do professor que, a partir de Volochinov ([1930]2013) vejo como essencialmente dialógica e permite, dialogicamente, a criação e recriação.
Os gestos do professor configuram múltiplas ações pelas quais
assume a pilotagem do enquadre geral da lição; presentifica, delimita, institucionaliza, explica, compara, analisa etc os objetos de
estudo. Nesse sentido, o modelo dos gestos profissionais proposto
pela equipe de Bucheton (2008; 2009; 2011) é composto de cinco
macropreocupações a partir das quais se estruturam as ações no gênero da atividade que se apoia na cultura profissional coletiva
(CLOT, 2006, p. 37). Bucheton (2012), apresenta uma multiagenda
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