Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 316
Essa proposta se centra na questão de que o ensino dessas práticas permite o desenvolvimento de capacidades de linguagem nas
pessoas, ou seja, a capacidade de agir com a linguagem em diferentes práticas sociais, sendo de três tipos: capacidade de ação (que mobilizamos para termos ciência de qual gênero textual está em questão ou como quando conseguimos identificar em que situação de
comunicação o texto foi produzido, como quem o produziu, a
quem, com que objetivo, onde, em que momento e a que se refere);
capacidades discursivas (dizem respeito ao modo como o texto foi organizado, mais especificamente à organização e à elaboração do
conteúdo, ou seja, o gerenciamento da infraestrutura geral do texto); e capacidades linguístico-discursivas (que referem-se aos recursos
linguísticos utilizados adequadamente no contexto de produção de
um determinado gênero).
Para Bronckart (1999), apoiando-se fortemente nas discussões de
Bakhtin/Volochinov (1929/ 2009), somos confrontados com um universo de textos, organizados em gêneros, que se encontram sempre
em processo de modificação. Nosso contato com os gêneros textuais ao longo de nossa história faz com que tenhamos construído
um conhecimento intuitivo das regras e das propriedades desses
gêneros, mesmo que de forma inconsciente (MACHADO, 2009b).
Segundo Bronckart (2009), o texto é uma produção verbal, seja ela
oral ou escrita, portanto empírica, situado num dado contexto, que
apresenta formas e tamanhos diferentes, mas ao mesmo tempo é
dotado de características comuns, as quais manifestam uma relação de interdependência com o contexto imediato de produção.
Dessa forma, para o ISD o ensino sistematizado de uma língua
precisa focar o desenvolvimento das capacidades de linguagem, e o
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas