Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 288

O confronto/comparação do som das palavras e de seus significados, nesta proposta, não é visto como “tradução”, mas como uma forma de conscientizar os alunos das diferentes manifestações sonoras e ortográficas da LP e da LI. No dizer de Corblin e Sauvage (2010), este movimento permite ao pequeno aprendiz refletir sobre sua própria identidade e, consequentemente, promove a consciência linguística e cultural recorrendo à L1 dos alunos para compreender e utilizar outras línguas, neste caso, a LI. Breves considerações O objetivo deste artigo foi apresentar uma proposta para o ensino da LI a alunos da EI não letrados na L1/LP. Para isto, ancorei-me nos conceitos de língua(gem) e de gênero textual com base na perspectiva do ISD, na noção de CL e na sistematização de atividades em torno de uma SD. Partindo da noção de gênero como objeto e instrumento de ensino de IC foram consideradas as fases tradicionalmente constitutivas do gênero textual HI no que concerne a uma SN e ao script. Os exemplos de atividades apresentados como possíveis formas de ensinar IC contemplaram questões para além de conteúdos léxico-gramaticais, sem, contudo, desconsiderá-los. O conceito central deste trabalho é o de “abertura às línguas” o qual defende a importância de desenvolver no pequeno aprendiz a conscientização de diferentes formas de manifestações linguísticas e culturais, com vistas a oportunizar uma formação plurilíngue. As atividades aqui apresentadas com base em EOLE visam, essencialmente, oportunizar crianças da EI, portanto, em fase de letramento em sua L1, um primeiro contato formal com outras manifestações linguísticas. Neste processo, objetiva-se tornar o aluno 272 Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas