Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 278

dades e as dificuldades dos alunos as atividades dos módulos vão sendo adequadas, adaptadas. Em seguida, na etapa da produção final, o aluno coloca em prática os conhecimentos explorados. Essa fase serve também para avaliar os aspectos trabalhados ao longo da SD. Neste trabalho, proponho que a organização das atividades que objetivam o ensino de IC se dê em torno de uma SD justamente pelo seu caráter flexível o qual possibilita um trabalho, ao mesmo tempo, sistematizado e suficientemente ajustado às necessidades dos alunos e ao objetivo proposto: levar o aluno a refletir sobre a(s) língua(s) e sensibilizá-lo à aprendizagem da LI. As primeiras noções de CL para compreensão e produção escrita (e oral) foram, inicialmente, concebidas por Dolz, Pasquier e Bronckart (1993) e, posteriormente, expandidas em Dolz e Schneuwly (1998). Dolz, Pasquier e Bronckart (1993, p. 30) definem CL como “aptidões requeridas para a realização de um texto numa situação de interação determinada”22. Embora os autores proponham que elas sejam divididas em três, importa salientar que as CL estão diretamente imbricadas e uma não pode ser tomada como desassociada da outra. Estas são constituídas por capacidades de ação, discursiva e linguístico-discursiva. A capacidade de ação (CA) é definida, de forma geral, como “as aptidões para adaptar a produção linguageira às características do contexto e do referente.”23 (DOLZ; PASQUIER; BRONCKART, 1993, p. 30). De acordo com Dolz e Schneuwly (1998), a CA compreende as situações de 22 “[…] aptitudes requises pour la réalisation d’un texte dans une situation d’interaction déterminée [...]” (DOLZ; PASQUIER; BRONCKART, 1993, p. 30, tradução minha). 262 Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas