Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 258
sendo, portanto, um modo de influência do sujeito sobre si mesmo, um
meio de autorregulação e de autocontrole, ou sobre outras pessoas.
Dessa forma, o instrumento psicológico mediatizaria e materializaria a
atividade, podendo ser considerado como um local privilegiado da
transformação de comportamentos. Sendo assim, para Schneuwly e
Dolz (2004), os gêneros poderiam também servir de instrumentos psicológicos (ou “mega-ferramentas”, como dizem os autores), no sentido
de que contribuiriam para o desenvolvimento das capacidades linguageiras. Aí reside uma das grandes motivações para o ensino dos gêneros textuais, que ultrapassa o ensino-aprendizagem de um gênero em
específico.
Portanto, ao considerar que os gêneros são um instrumento psicológico para o desenvolvimento das capacidades de linguagem (Schneuwly; Dolz, 2004), assumimos que o trabalho com gêneros textuais não
age apenas na aprendizagem de um gênero, pois ele permite que os
alunos se apropriem ou desenvolvam as capacidades de ação, as capacidades discursivas e as capacidades linguístico-discursivas. As capacidades de ação referem-se à mobilização de representações sobre a situação de comunicação e sobre seu referente. As capacidades
discursivas remetem à organização geral do texto, envolvendo a escolha pela disposição dos conteúdos temáticos, pelos tipos de discurso
e pelas eventuais sequências. Já as capacidades linguístico-discursivas
referem-se à seleção de unidades linguísticas necessárias para assegurar a coerência temática e a coerência pragmática dos textos. É preciso
ressaltar, no entanto, que as três capacidades de linguagem são interdependentes e o fato de separá-las responde apenas a intenções didáticas ou metodológicas.
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas