Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 211

tura feita por Braggio (1992), optamos pela concepção interacionista de leitura e pela concepção sociopsicolinguística. A primeira para dar conta da situação de interação leitor x autor do texto. Ela é utilizada, sobretudo, na segunda etapa da aula de leitura, quando o leitor mobiliza seus conhecimentos para dar respostas a questões. De acordo com essa concepção, ler é um processo complexo de construção de significados que mobiliza os conhecimentos trazidos no texto e os conhecimentos previamente adquiridos pelo leitor. O modelo interacionista difere dos demais por conceber a linguagem como algo concreto, dentro de uma situação real de comunicação, realizada por indivíduos reais, em comunidades discursivas heterogêneas e de cultura diversificada. A segunda concepção de leitura - a sociopsicolinguística, é muito importante na primeira e na terceira etapas da aula de leitura. Na primeira, porque o professor estrategicamente faz trabalha no leitor a vontade, o desejo, a necessidade de realizar a leitura. Na terceira etapa, porque ele proporciona uma construção coletiva dos significados quando faz a turma participar do “novo evento”. Ambas as etapas têm papel fundamental para a formação do leitor, em particular, pela própria dinâmica que elas favorecem. A partir da mediação do formador de leitores, o texto passa a ser um espaço de interação, construído coletivamente através do debate em sala de aula As atividades de leitura do curso de português foram construídas de forma que o leitor pudesse perceber a importância dos níveis dos textos, isto é, nível composicional, discursivo e semântico, considerando o planejamento da aula. Nele, há três etapas bem definidas. A primeira diz respeito ao momento de mobilizar os conhecimentos previamente adquiridos pelos leitores sobre o tema ou o Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 195