Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 209

lecendo assim uma relação de dependência do professor da sala de aula com relação ao professor autor do material utilizado. Na proposta de ensino e aprendizagem nele desenhada, há concepções importantes que deveriam se representar nas atividades de leitura e de escrita, por exemplo. Em sua dissertação, Gondim (2012) analisou o material didático mais utilizado no Estado do Ceará (Aprendendo português do Brasil: um curso para estrangeiros; Avenida Brasil: curso básico de português para estrangeiros; Estação Brasil: português para estrangeiros; Falando... Lendo... Escrevendo... Português: um curso para estrangeiros; Sempre amigos; Tudo bem e Bem-Vindo) e concluiu que há problemas sérios, com graves desdobramentos para a qualidade do ensino e da aprendizagem. Esses resultados foram bastante significativos para a opção feita pela equipe de professores do curso de português. Ao optar por preparar seu próprio material didático, o professor precisa ter definidas orientações teóricas e metodológicas em função de seus objetivos, motivos e intenções. Nossas opções decorreram da necessidade apresentada pelos estudantes estrangeiros que procuravam um espaço para aprender a língua portuguesa e melhor interagir. Inicialmente, tivemos dois interesses: proporcionar um curso de língua à comunidade dos estudantes estrangeiros, de forma a ampliar as suas capacidades linguísticas, discursivas e de ação e, a partir dessa situação, proporcionar aos pesquisadores do GEPLA um espaço de reflexão sobre o ensino, a aprendizagem e a formação de professores para atuar no contexto do português para falantes de outras línguas. A primeira ponderação feita foi com relação ao contexto do ensino e aprendizagem. Os estudantes estrangeiros estavam no BraInvestigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 193