Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Seite 207

Trata-se de um projeto de extensão que cumpre seu objetivo e que está ampliando as suas capacidades. Inicialmente, o alvo eram os estudantes estrangeiros da graduação, porque eram os que procuravam a universidade. Atualmente, as três turmas são compostas por estudantes da graduação e da pós-graduação. Além disso, há uma procura muito grande de estrangeiros que moram em Fortaleza, com visto de permanência. Em função dessa realidade, a universidade abre três vagas em cada turma. No tocante à relação deste curso com o ensino, a sua própria dinâmica mostra que há ensino e ele é planejado com base teórica muito bem articulada (retomarei a tratar dessa situação), como apresentarei mais adiante. A discussão aqui deve inclinar para a questão maior: quem ensina no curso? Ao responder a esse questionamento outros se anunciam: Qual é a situação da formação de professores para atuar nesta realidade, no Brasil? Como as universidades, responsáveis pela formação inicial do professor, vêm administrando essa problemática? O curso se configura como um espaço de pesquisa pela sua dinâmica e origem. Ele surgiu da necessidade de ter a aula de português para estudantes estrangeiros, mas ganhou força quando foi preciso concretizar um projeto do Grupo de Estudos e Pesquisas em Linguística Aplicada – GEPLA, isto é, uma Oficina de material didático de português língua estrangeira. Ainda quanto a relação do curso com a pesquisa, é justo dizer que oriundo dele, hoje há uma equipe formada por uma pesquisadora e quatro jovens pesquisadores. Dele, já se contam com um estágio pós-doutoral (LEURQUIN, 2013), uma tese (SOUZA, 2014) e três dissertações defendidas (SOUZA, 2012, GONDIM, 2011, SILVA, 2015), além de duas teses em andaInvestigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 191