Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 1008

forte rejeição pelas aulas de produção textual. O quadro teórico que subsidiou a análise dos dados obtidos esclarece que explorar somente a ordem semântica não é suficiente para que o agente produtor possa elaborar seu texto. Sabemos que o gênero caracteriza-se por seu estilo, tema e composição. O ensino deve se pautar nessa tríade. Uma prática de ensino centrada no tema não oferece suporte satisfatório para que os alunos compreendam a complexidade por trás dos gêneros textuais, as semelhanças e diferenças existentes entre eles, o propósito comunicativo envolvido. O aluno acaba ficando desamparado quanto às decisões a serem tomadas no curso da produção de um texto. Acreditamos que aprender a escrever deve levar em consideração as características da situação de comunicação, saber agir efetivamente em uma situação por meio de um texto. Para atingir esse objetivo, é necessário levar em consideração o contexto de produção tanto das aulas como dos gêneros ensinados. Quando isso não ocorre, a artificialidade da escrita torna-se ainda maior no ambiente escolar. (SCHNEUWLY, DOLZ, 2004). Considerações finais Nesse artigo apresentamos alguns resultados de nossa pesquisa. Esses apontamentos nos possibilitam refletir sobre a importância do professor e seu agir em sala de aula. Reconhecemos que nosso estudo analisou um universo limitado, mesmo assim, contribuímos com questões importantes sobre o ensino de produção escrita de textos em um ambiente de disseminação de uma proposta a partir de gêneros textuais. Nossa pesquisa reforça uma extrema necessidade de uma trans992 Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas