Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 1007

para isso, contudo a correção do professor das produções tanto nas aulas como na avaliação encontra-se na contramão. Nas aulas, houve uma valorização do ensino das características formais dos gêneros, porém, no momento de estabelecer os critérios de correção e de avaliar o texto do aluno, o conjunto de observáveis de ordem léxico-sintática, ou seja, as modalidades de codificação lexical, categorias e regras gramaticais mobilizadas pelo texto é o que se ressalta. Outra constatação que fizemos com relação à correção foi que a forma de organização do texto foi deixada sob inteira responsabilidade do aluno. Não houve comentários do professor sobre o texto dos alunos para dar um suporte, para auxiliá-los na compreensão das características composicionais, situacionais e estilísticas dos gêneros. É necessário delimitar, em cada nível de ensino, as expectativas de aprendizagem. A partir delas, os critérios de avaliação devem ser estabelecidos. Esses critérios não podem desconsiderar o contexto de produção da sala de aula e o nível em que se encontra o discente. É preciso considerar esse nível de conhecimento de que ele dispõe no momento de produzir o texto. A avaliação só ocorre de forma coerente quando a exigência for em função do que foi realmente ensinado. A partir dessa análise feita de alguns dados de nossa pesquisa, concluímos que esse descompasso entre as orientações dos conjuntos de observáveis dos gêneros feitas pelo professor durante as aulas e a correção das avaliações acarreta em um ensino de escrita controverso, os alunos não sabem realmente o valor da escrita. O modelo didático de gênero é apresentado como mero modelo formal a ser imitado a título de controle e correção no emprego de aspectos da estrutura textual. Uma consequência desse agir é que os alunos, de modo geral, não se tornam escritores confiantes e passam a ter uma Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 991