A Lada teve um ano com altos e baixos. A estreia do novo Vesta TC1 deixou boas indicações para o futuro, mostrando aqui e ali muito potencial. Mas o carro mostrou também fragilidades ao nível da robustez e muitos problemas ao nível da tracção o que impediu a equipa de lutar por mais. O ano começou com a estrela da companhia, Rob Huff com Thompson e Mikhail Kozlovskiy, só que o line up foi várias vezes mudado, com a entrada de Van Laggen e Nick Catsburg e já no ultimo terço do campeonato, com a entrada de Nicola Lapierre. Muitas indefinições e muita coisa melhorar, tornaram 2015 um ano de aprendizagem mas com a promessa de que o futuro pode ser risonho. Huff teve um ano algo negativo, não se vendo dele as prestações que nos maravilharam em 2014, quando levou o Granta ao lugar mais alto do pódio por 2 vezes. E talvez por se ter desiludido com a Lada não tenha hesitado em mudar para a Honda no final do ano.
Do lado dos privados, tivemos a estreia da Sebastien Loeb Racing, com Benanni a ser o piloto escolhido para ocupar o lugar no Citroen C-Elysée. E o marroquino entrou assim, para a luta no campeonato de pilotos privados, em luta com Michelisz que mais uma vez mostrou muita qualidade tal como em 2014. O húngaro venceu o campeonato e começou a trabalhar mais de perto com a Honda, tão de perto que foi contratado para a equipa oficial. A ROAL lutou como pôde e ainda conseguiu arrecadar o titulo, graças a Chilton e Coronel, e a Campos viveu das boas prestações de Hugo Valente que foi a estrela da equipa, ofuscando por completo o jovem Filippi que teve uma estreia bem tímida no mundial de turismos. A Craft Bamboo, com Demoustier, também teve um ano fraco tal como a Munnich ALL-INK, com D´Aste a ter um campeonato fraco.
No papel parece que foi um 2015 algo monótono, mas tivemos boas corridas com muita acção e 2016 promete ainda mais. Para a históra de 2015 ficam os vencedores, as estreias, como o caso do traçado de Nordshleife que foi um sucesso e Vila Real, que não destoou, tendo sido amplamente elogiada pela organização do campeonato. Foi no geral um bom ano com motivos para ser relembrado no futuro.
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