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WTCC Epilogo 2015

2015 foi uma boa colheira para o WTCC. Não terá sido um ano tão entusiasmante como todos gostaríamos ao nível desportivo pois o domínio Citroen foi mais uma vez avassalador e mais nenhuma equipa venceu tanto como os franceses. Mas tivemos excelentes corridas, com muita emoção, num campeonato que percorreu os 4 cantos do mundo, por pistas fantásticas.

A discussão pelo titulo foi algo desinteressante, pois ao longo do ano Pechito Lopez sempre conseguiu manter as distâncias para o seu mais directo concorrente… o seu colega de equipa Yvan Muller. Esta batalha interna nunca atingiu as proporções e o drama desejado por todos, pois o argentino, tal como em 2014 esteve numa liga à parte. Coleccionou poles sucessivas e vitórias em catadupa sem nunca dar o mínimo de hipóteses a Muller que tentou sempre responder ao argentino, mas cuja distancia na classificação geral não permitia antever nada mais que não fosse mais um titulo para o piloto sul americano. Loeb teve uma prestação muito igual a 2014, quando se esperava que 2015 fosse o ano de afirmação do já mítico piloto gaulês. Não deslumbrou e com o inicio da saída de cena da Citroen, anunciada no ultimo terço da época, ficou sem assento para 2016. Entrou em grande, mas saiu como nunca saiu antes… pela porta pequena, sem nenhum recorde batido.

Dos lados da Honda a desilusão foi a de sempre. Um carro que não chegava para os C-Elysée e dois pilotos que deram o máximo para vencer corridas, mas que nem sempre tiveram material para isso. Monteiro e Tarquini fizeram um ano razoável, tendo em conta as suas capacidades. Subiram ao pódio várias vezes e tiveram excelentes desempenhos, mas sem motor para mais, o Civic contentou-se em ser o melhor dos restantes à frente dos Chevrolet e do Citroen privado. Na luta entre companheiros, Monteiro levou a melhor sobre Tarquini que teve um ano ligeiramente abaixo ao que nos habituou. Dizer que o italiano esteve mal é manifestramente injusto, mas de “Gabi” espera-se sempre muito e em 2015 nem sempre esteve no topo das suas capacidades. E a Honda resolveu agitar as águas renovando completamente o seu line up ficando o italiano fora da equipa. Mas foi claramente um ano mau para a Honda, que teria de se assumir como candidata ao titulo e mais uma vez não o conseguiu.

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