“coito interrompido”, o aborto e o uso das bexigas ou
vísceras de animais como preservativos. Tais métodos primitivos eram pouco eficientes e muitas vezes
de alto risco. Só em 1962, aparece um método clinicamente aceito, o DIU, muito depois do fim da “transição demográfica” dos países desenvolvidos.
É na década de 1960 que, inventada nos EUA e na Alemanha, surge a pílula anticoncepcional. De início timidamente,
como algo para controlar a menstruação, ela ganha sua
verdadeira dimensão impulsionada pelo movimento feminista, com as jornadas de Maio de 1968, na França, e com
o festival de Woodstock, nos EUA. Desde então, o uso deste
preservativo ganha uma posição inusitada e chegamos ao
século XXI com o seguinte quadro: “Se o Guttmacher Institute e o UNFPA (United Nations Population Fund) estiverem corretos, a boa notícia é que já percorremos três quartos do caminho até lá. Segundo os números, em meados de
2012, 75% das mulheres sexualmente ativas do mundo em
desenvolvimento, que não estiverem tentando engravidar
ao longo dos dois próximos anos (que estiverem dando um
tempo entre uma gravidez e outra ou evitando), já estão
usando contraceptivos. Eles calculam que 218 milhões de
gestações não intencionadas são, portanto, evitadas anualmente, evitando 138 milhões de abortos provocados, 25
milhões de abortos espontâneos e 118 mil mães mortas
por complicações de parto ou abortos clandestinos”.12
Visto assim, a pílula poderia ser o caminho para manter a
população mundial dentro dos limites permitidos pelos
12 Weisman, Alan. Contagem regressiva. São Paulo: Texto, p. 419.
Evolução histórica da população mundial
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