alimentação, provocada em boa parte pela forte entrada
dos produtos das Américas (batata, milho etc.) no mercado
de alimentos, estão criadas as condições de aumento da
taxa de natalidade, de redução da mortalidade e do
aumento da esperança de vida, o que deveria conduzir a
uma explosão populacional.
Mas tal explosão tem suas limitações. Por exemplo, as crianças-operárias, que eram uma fonte de lucros extraordinários
para o capital, morriam como moscas; somente em 1841, na
França, foi proibido o trabalho de crianças de menos de oito
anos, e em 1842, proibido o trabalho de crianças menores de
dez anos nas minas da Inglaterra-Galles. Como se vê, a preocupação dos capitalistas com as crianças vem de longe...
No fluxo de tais acontecimentos, do ponto de vista da
reprodução da população, surge, nos primórdios da Revolução Industrial um outro fator importante: a entrada da
mulher no mercado de trabalho.
As primeiras grandes manufaturas da Inglaterra
e da Bélgica, no final do século XVIII, empregavam
massivamente o trabalho feminino. Mesmo com sua
transformação em indústrias, no início do século XIX,
a mulher joga um papel decisivo em muitos ramos
da produção. Em 1833, numa amostra dos setores
têxteis da Inglaterra, as mulheres constituíam 58%
da força de trabalho nas fábricas de algodão, 40,9%
nas de lã, 67,4% nas de linho e 78,15% nas de seda
(cf. Joyce Burnette, EH. net, sitio da Economic History
Association, Cambridge, USA).
Evolução histórica da população mundial
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