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Resumo Individual da Mesa-Redonda #2
LINHAGENS ANTROPOLÓGICAS: A PAIXÃO PELA ETNOGRAFIA
Amanda Gomes Pereira
Curso de Licenciatura em Ciências Humanas/Sociologia-LCHS
Campus São Bernardo, UFMA
RESUMO: Ao seguir o percurso de uma tradição antropológica inspirada pelo espírito da
etnografia, e ao considerar o método etnográfico basilar no processo de construção desse campo
científico, o intuito é destacar os processos de elaboração de um olhar antropológico caudatário
dos estudos urbanos (BRITES & MOTTA, 2017). Desse modo, o trabalho de campo e o texto
etnográfico se inserem em um devir, um fluxo, em que teias de relações se estabelecem de
maneira criativa a partir de dinâmicas de reconhecimento, bem como de reflexos especulares.
Em processos espirais de intersubjetividades que se encontram em relações vivenciadas em
campo, um brilho do olhar constrói pontes, aparentemente, intransponíveis, borrando fronteiras
simbólicas (FAVRET-SAADA, 2005). Nessa formação de subjetividades relacionalmente, os
corpos – principalmente os delineados nas margens – ocupam um papel protagonista. Gêneros,
corpos e sexualidades se entrelaçam na busca pela compreensão da ampliação sobre o humano.
Ax antropólogx, imerso em contextos históricos, culturais e sociais específicos – e como sujeitx
tangenciado por realidades sociais, históricas e culturais – é posto o desafio de posicionar-se
em mundos sociais em metamorfose e que, ao mesmo tempo, exigem engajamentos analíticos
que se confrontam na complexidade de desejos e projetos de vida (BIEHL, 2016). Como
resultados, emergem antropologias que se constituem entre o inesperado e o inacabado, sempre
percorrendo o intangível e inefável das tecituras das vidas humanas que elegem alguns mais
humanos que os outros (FONSECA & CARDARELLO, 1999).
Palavras-chave: Etnografia. Gêneros. Devir. Fronteiras Simbólicas. Subjetividades.