Caderno de Resumo do III SIICS Caderno de Resumos do III SIICS | Page 476

Página | 476 UM OLHAR SOBRE AS COMPETÊNCIAS DO PROFESSOR DE LE A PARTIR DE UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA Thays Costa Lisboa de Sá 85 ORIENTADORA: Profa. Dra. Ana Lúcia Rocha Silva 86 RESUMO: Este trabalho discute a formação do professor de língua estrangeira (LE) a partir do anúncio publicitário de uma escola de idiomas de São Luís cujo professor de inglês, estudante de engenharia civil, afirma que estudou o idioma durante oito anos na referida escola e que atualmente ocupa o lugar de professor da instituição. O anúncio publicitário nos coloca diante de alguns questionamentos, quais sejam: todos os professores são licenciados? O certificado de uma escola de idiomas legitima a atuação do professor de LE? Basta falar a língua para exercer a profissão de professor? Diante da complexidade de ser professor em uma sociedade globalizada e dinâmica, pensar no professor de língua estrangeira traz à tona discussões importantes se consideramos que lidar com o ensino de uma língua não-materna exige a mobilização de um leque de conhecimentos subjacentes à sua própria língua e à língua- alvo. Neste sentido, convém discutir alguns pontos que emergem à superfície quando a mídia veicula a terceirização do professor de LE. Desta forma, discutiremos o ensino de línguas, considerando a competência comunicativa (C.C) e as competências de que deve dispor um professor de LE para exercer a profissão. O conceito de competência comunicativa surge quando Hymes (1972) rebate a dicotomia chomskyana de competência e desempenho. O autor lança um olhar humanizado sobre a dicotomia, acrescentando-lhe o aspecto social. Ao evocar elementos socioculturais para a construção da C.C., Hymes levanta questões antes rejeitadas pela Linguística Formal como as marcas de um sujeito falante que compõe e participa de uma sociedade. Baseado nos pressupostos da C.C., Almeida Filho (2002) estabelece quatro competências que subjazem a profissão de um professor de LE; a implícita que “é a mais básica (...) constituída de intuições, crenças e experiências” (2002, p.20); a linguístico-comunicativa que trata da capacidade de “operar em situações de uso da L-alvo” (ibidem); a aplicada que “é aquela que capacita o professor a ensinar de acordo com o que sabe conscientemente (subcompetência teórica) permitindo a ele explicar com plausibilidade porque ensina da maneira que ensina e porque obtém os resultados que obtém” (2002, p.20) e por último, a competência profissional, considerada a mais nobre de todas, pois diz respeito ao “o nível mais alto de consciência e fruição”, é a responsável por fazer o professor “conhecer seus deveres, potencial e importância social no exercício do magistério na área de ensino de línguas” (ibidem). Diante disso, pretendemos refletir sobre a formação do professor de LE considerando as competências que o constitui tendo como objeto de análise a campanha publicitária de uma escola de idiomas. Palavras-chave: Formação de professores; Competências; Mídia; Ensino de línguas. 85 86 Mestranda do curso de Pós-Graduação em Letras da Ufma/ thayscostalisboadesa@hotmail.com Professora da Graduação e da Pós-Graduação da Ufma / analurochas@hotmail.com