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RASTROS MEMORIALÍSTICOS NA POESIA DE INÊS MACIEL E ADÉLIA
PRADO
Rhusily Reges da Silva Lira (UEMA)¹
Silvana Maria Pantoja dos Santos (UEMA/UESPI)²
RESUMO: Na contemporaneidade, a temática da memória está presente nas produções
literárias não somente como forma de ressignificação do vivido, mas também de revisitação
histórica, de entender/esclarecer acontecimentos – que podem ser entendidos como a memória
coletiva – que é a memória responsável por armazenar lembranças que remetem a
acontecimentos relacionados a práticas sociais. Além disso, a memória é o mecanismo
responsável pela (re) construção da identidade do sujeito a partir de sua relação com os espaços
hábitos, os objetos que compões esses espaços, a rememoração de acontecimentos íntimos e
dos acontecimentos sociais – coletivos. Desse modo, o presente trabalho tem como objetivo
analisar o processo de rememoração na poesia de Inês Maciel (2014) e Adélia Prado (2015),
pois ambas as poetas têm como temática a rememoração da infância, da casa paterna, das
relações familiares: com o pai e com a mãe, com rua da primeira infância, da cidade, desse
modo, percebemos que os espaços são ativadores dessas reminiscências com o intuito de
demonstrar como os rastros de memórias implicam na formação identitária do sujeito lírico.
Além disso, as poetas se preocupam em rememorar sensações e sentimentos dos tempos
vividos, bem como, a adolescência, o primeiro amor, as decepções amorosas e não amorosas,
as descobertas, além também, da fase adulta, do ser mulher: desde as obrigações sociais até os
desejos íntimos, as falhas, acertos, as faltas, os filhos e o tempo – a passagem do tempo. A
pesquisa está fundamentada no pensamento de Maurice Halbwachs (2003) e Joel Candau
(2016) no diz respeito à memória.
Palavras-chave: Memória; Poesia; Adélia Prado; Inês Maciel.