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PRINCESA DA BAIXADA E A “BELLE ÉPOQUE” PINHEIRENSE: ASPECTOS
POLÍTICOS E CULTURAIS NA CIDADE DE PINHEIRO, ENTRE AS DÉCADAS DE
1920 E 1930
Rosiane de Oliveira Silva
rosi07rp@gmail.com
Prof. Dr. Arkley Marques Bandeira
arkleymbandeira@gmail.com
Universidade Federal do Maranhão- PGCult/ Capes.
RESUMO: Este trabalho tem como proposta apresentar um recorte do projeto de mestrado que
busca refletir sobre o movimento da Belle Epoque pinheirense, tendo em vista a construção do
título de “Princesa da Baixada”. O trabalho buscará aborda a formação política e cultural da
cidade de Pinheiro, por meio da história cultural, enfatizando um dos períodos mais importantes
do município que foi a fase de melhorias das condições urbanas, com um expressivo aumento
dos equipamentos sociais e culturais da cidade, que poderiam ser enquadradas em um
movimento maior, denominado de a Belle Époque, décadas de 1920–1930. O referencial teórico
é fundamentado por Halbwachs (2006), com conceito de memória coletiva e memória
individual, Canclini (2003) com a concepção de Cultura e Castoriadis (1982) com o conceito
de Imaginário. O surgimento do movimento da Belle Époque do munícipio, em especial os
discursos e práticas defendidos por uma imprensa, por uma elite, para a construção do sentido
de modernidade, na cidade, naquele período, discurso que faz parte de uma memória histórica
da cidade. É interessante refletir que este imaginário, que tinha como referência a ideia de
moderno e que provocou nas elites das pequenas localidades uma aspiração, assemelhar-se aos
padrões de civilidade dos grandes centros urbanos. O movimento da Belle Époque constitui-se
de um período que inicia-se no final do século XIX e início do século XX. Iniciando-se pela
cidade de Paris a partir das melhorias e reformas urbanas com a reurbanização pelo Barão de
Haussmann, responsável pela reformulação da nova Paris. Belle Époque é um momento
histórico onde a visão progressista assume papel primordial em todos os setores das atividades
humanas, nesse momento, o homem acredita que tudo pode alcançar, tudo pode fazer”.
(BRAGA, 2016, 164). O início do século XX apresentou-se para Pinheiro com vigor, poder e
espírito expansionista sem precedentes na história da cidade. A economia XXX semeou
possibilidades de reconfigurações que deixaram marcas como signos de um período filtrados
pelas elites que idealizaram a reestruturação da cidade sob referenciais das cidades sob
referencias da Europa, especificamente de Paris. As transformações empreendidas em Pinheiro
objetivaram, além da remodelação, ampliação e construções de espaços públicos, a
consolidação de um outro tipo de sociabilidade, o perfil dos habitantes da cidade deveria estar
condizente com uma nova urbanística da Bélle Époque.
Palavra-chave: Cultura; Memória; Representações; Cidade.