Boletim Astronomico KAPPA CRUCIS No. 1 Primavera 2017
século de fato, em função da
relatividade, o tempo para quem
ficou na Terra seria muito, mas
muito maior, centenas de
séculos ou milênios,
dependendo da velocidade da
nave em questão. E mais. Além
disso, enquanto essa hipotética
nave A estivesse viajando por
esses 50 anos da Terra ao
planeta X, no nosso planeta
Terra, a humanidade poderia
descobrir e desenvolver formas
muito mais rápidas de se viajar e
que levariam, por exemplo, para
percorrer o mesmo trajeto da
nave A para o planeta X, apenas
5 minutos! Essa segunda nave
seria a nave B. Assim, a nave B
poderia, não só cruzar e
ultrapassar a nave A no caminho,
como poderia chegar ao seu
destino, o planeta X, antes da
primeira nave, a nave A. E um
descendente distante (muito
distante mesmo!) de algum
tripulante da nave A, que esteja
nessa nave B, chegaria ao
planeta X antes de seu
antepassado distante (muito
distante mesmo!), que está
viajando ainda na primeira nave,
a nave A, ou poderia conhecelo
já no planeta X ou até morreria
muito antes dele, pois
envelheceria antes de seu
antepassado, já que a nave B ao
chegar ao planeta X, voltaria a
uma condição em que o tempo
para eles no planeta X seria
diferente, passando então
novamente a condição em que
um tempo curto na nave A
passaria novamente a ser
equivalente a um tempo muito
longo parar os tripulantes da
nave B, agora no planeta X, um
tempo equivalente ao tempo em
que eles da nave B percebiam
quando ainda estavam na Terra.
Poderiam ser de novo séculos ou
milênios. Assim... na Terra,
embora a nave B saísse muito no
futuro em relação à saída da
A fantastica AVALON
Terra da nave A, ela chegaria
antes ao destino, o planeta X, e
seus tripulantes “do futuro” na
Terra, que se projetaram mais ao
futuro ainda em relação aos da
nave A, voltariam, ao estar no
planeta X, a ficar no passado em
relação aos tripulantes da nave
A, pois eles estariam ainda em
viagem. Os tripulantes da nave
A, que eram passado para os
tripulantes da nave B na Terra,
chegariam ao planeta X muito
depois dos tripulantes da nave B,
num futuro muito distante, o que
faria com que os tripulantes da
nave B, no planeta X, ficassem
muito tempo no passado para os
tripulantes da nave A, que como
foi dito ainda estariam na nave
viajando para o planeta X. Os
tripulantes da nave A, que
outrora foram passado para os
tripulantes da nave B na Terra,
passariam a ser futuro para os
tripulantes da nave B, quando
estes estivessem no planeta X. E
os tripulantes da nave B, que
outrora foram futuro para os
tripulantes da nave A na Terra,
passariam a ser passado para os
tripulantes da nave A, quando a
nave A chegasse ao planeta X. E
há outras combinações estranhas
possíveis. Assim... passado e
futuro dependendo de onde e
para quem, é relativo em função
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da velocidade envolvida. Mais.
Se considerarmos a possibilidade
de “hibernação” nas naves, a
questão da idade, de preservação
do corpo, das funções
bioquímicas e do metabolismo, a
relatividade aplicada a isso
tornaria a coisa ainda mais
estranha. Hã... se eu não
enlouqueci ou você comigo, é
isso mesmo. Enfim...
Poderíamos também
supostamente usar fenômenos
naturais, como os “buracos de
minhoca”, que seriam distorções
ou atalhos no tecido do espaço
tempo, permitindo atingir pontos
distantes do Universo
instantaneamente, dobrando esse
“tecido” e ligando dois pontos.
Isso aparece em algumas ficções
científicas, como Stargate. Outra
possibilidade nesse sentido seria
o “teletransporte” de Star Trek.
Mas a máquina para conseguir
teletransportar qualquer coisa
para qualquer lugar, além de
considerar a distância do
processo, na prática, teria que
fazer uma cópia perfeita do
original em outro local,
incluindo por exemplo as
posições de todas as partes do
todo, mais, de todas as partículas
do todo, uma em relação à outra
num dado ínfimo instante, ou