Boletim Kappa Crucis KAPPA01 -Primavera-2017 | Page 56

Boletim Astronomico KAPPA CRUCIS ­ No. 1 ­ Primavera 2017 século de fato, em função da relatividade, o tempo para quem ficou na Terra seria muito, mas muito maior, centenas de séculos ou milênios, dependendo da velocidade da nave em questão. E mais. Além disso, enquanto essa hipotética nave A estivesse viajando por esses 50 anos da Terra ao planeta X, no nosso planeta Terra, a humanidade poderia descobrir e desenvolver formas muito mais rápidas de se viajar e que levariam, por exemplo, para percorrer o mesmo trajeto da nave A para o planeta X, apenas 5 minutos! Essa segunda nave seria a nave B. Assim, a nave B poderia, não só cruzar e ultrapassar a nave A no caminho, como poderia chegar ao seu destino, o planeta X, antes da primeira nave, a nave A. E um descendente distante (muito distante mesmo!) de algum tripulante da nave A, que esteja nessa nave B, chegaria ao planeta X antes de seu antepassado distante (muito distante mesmo!), que está viajando ainda na primeira nave, a nave A, ou poderia conhece­lo já no planeta X ou até morreria muito antes dele, pois envelheceria antes de seu antepassado, já que a nave B ao chegar ao planeta X, voltaria a uma condição em que o tempo para eles no planeta X seria diferente, passando então novamente a condição em que um tempo curto na nave A passaria novamente a ser equivalente a um tempo muito longo parar os tripulantes da nave B, agora no planeta X, um tempo equivalente ao tempo em que eles da nave B percebiam quando ainda estavam na Terra. Poderiam ser de novo séculos ou milênios. Assim... na Terra, embora a nave B saísse muito no futuro em relação à saída da A fantastica AVALON Terra da nave A, ela chegaria antes ao destino, o planeta X, e seus tripulantes “do futuro” na Terra, que se projetaram mais ao futuro ainda em relação aos da nave A, voltariam, ao estar no planeta X, a ficar no passado em relação aos tripulantes da nave A, pois eles estariam ainda em viagem. Os tripulantes da nave A, que eram passado para os tripulantes da nave B na Terra, chegariam ao planeta X muito depois dos tripulantes da nave B, num futuro muito distante, o que faria com que os tripulantes da nave B, no planeta X, ficassem muito tempo no passado para os tripulantes da nave A, que como foi dito ainda estariam na nave viajando para o planeta X. Os tripulantes da nave A, que outrora foram passado para os tripulantes da nave B na Terra, passariam a ser futuro para os tripulantes da nave B, quando estes estivessem no planeta X. E os tripulantes da nave B, que outrora foram futuro para os tripulantes da nave A na Terra, passariam a ser passado para os tripulantes da nave A, quando a nave A chegasse ao planeta X. E há outras combinações estranhas possíveis. Assim... passado e futuro dependendo de onde e para quem, é relativo em função ­ 52 ­ da velocidade envolvida. Mais. Se considerarmos a possibilidade de “hibernação” nas naves, a questão da idade, de preservação do corpo, das funções bioquímicas e do metabolismo, a relatividade aplicada a isso tornaria a coisa ainda mais estranha. Hã... se eu não enlouqueci ou você comigo, é isso mesmo. Enfim... Poderíamos também supostamente usar fenômenos naturais, como os “buracos de minhoca”, que seriam distorções ou atalhos no tecido do espaço­ tempo, permitindo atingir pontos distantes do Universo instantaneamente, dobrando esse “tecido” e ligando dois pontos. Isso aparece em algumas ficções científicas, como Stargate. Outra possibilidade nesse sentido seria o “teletransporte” de Star Trek. Mas a máquina para conseguir teletransportar qualquer coisa para qualquer lugar, além de considerar a distância do processo, na prática, teria que fazer uma cópia perfeita do original em outro local, incluindo por exemplo as posições de todas as partes do todo, mais, de todas as partículas do todo, uma em relação à outra num dado ínfimo instante, ou