A locomotiva a vapor LNER Class A4, de Sir Nigel Gresley.
Rocket, a famosa locomotiva a vapor, construída por
George e Robert Stephenson, em 1829.
Qual a importância da ferrovia? Como foi a sua evolução?
Desde sempre, o ser humano teve a necessidade de se deslocar de um lugar para outro, indo a pé ou utilizando a tração animal durante séculos.
Começaram então a surgir os antecedentes aos comboios modernos, como por exemplo os chamados wagonways (vias rudimentares com carris), utilizados sobretudo em minas, onde vagões eram puxados por cavalos ao longo de carris de madeira ou ferro, permitindo transportar cargas pesadas com maior eficiência. No entanto, foi com a introdução da máquina a vapor que ocorreu a verdadeira revolução. No início do século XIX, o engenheiro Richard Trevithick desenvolveu a primeira locomotiva a vapor funcional, capaz de se mover de forma autónoma sobre carris. Este marco representou o nascimento do comboio como o conhecemos hoje, abrindo caminho para inovações posteriores, como a famosa Rocket de Stephenson, que consolidou o uso das locomotivas no transporte de passageiros e mercadorias.
Embora tenha sido neste ponto, meados do século XIX, que este transporte se popularizou e começou a sua evolução proporcional às necessidades que iam surgindo, a aerodinâmica ainda não era um conceito muito presente no design das locomotivas, visto que, com a sua velocidade ainda relativamente baixa, a resistência do ar era desprezável.
Foi apenas nos anos 30 do século XX que as velocidades aumentaram o suficiente para que os designs das locomotivas passassem a ter a aerodinâmica em conta, e surgiram os primeiros Streamliners, como por exemplo as famosas LNER Class A4, de Sir Nigel Gresley.
Ao longo do século XX, com a evolução para comboios movidos a diesel e eletricidade, esse foco no design aerodinâmico para melhor eficiência energética e velocidade foi aumentando, mas foi com o Shinkansen japonês, nos anos 60, que houve um turning point nesse processo evolutivo.
CONTRA O VENTO:
a evolução da aerodinâmica nos comboios
André Vieira e Ricardo Domingues