Mais tarde, com as expedições marítimas a terras desconhecidas, nomeadamente com as viagens de Charles Darwin, houve um estímulo acrescido ao desenvolvimento do desenho científico. Surgiram manuais dedicados à botânica, à ornitologia e à anatomia humana, ganhando “status” de obras populares, extrapolando os círculos científicos e convertendo-se em temas de tertúlias e encontros sociais da burguesia do século XIX.
Já no século XX, há que enfatizar as ilustrações do famoso médico americano Frank Netter, autor do clássico “Atlas de Anatomia Humana” e de um sem-número de manuais e guias médicos. Os seus trabalhos permitiram o primeiro contacto de gerações de leigos com o saber científico.
Outros foram mais além, desvendando um mundo escondido à frente dos nossos olhos. Adequando técnicas e selecionando reagentes, foram capazes de descobrir o Universo dos microrganismos, aprimorando a visibilidade das suas estruturas, como se de “photoshop celular” se tratasse, com os protagonistas à procura da sua melhor versão.
Foram dois fabricantes de óculos holandeses - Zacharias e Hans Jansen - por volta de 1590 que criaram o primeiro microscópio com uma única lente de vidro e ampliações modestas, de 30x. Mais tarde, Anton van Leeuwenhoek usou uma ampliação maior, de 300x, permitindo-lhe observar bactérias com cerca de 1 a 2 µm (micrómetro - medida equivalente a 0,001mm).
O seu microscópio primitivo foi aprimorado por Robert Hooke, que com o seu livro “Micrographia” de 1665 popularizou as suas ilustrações de microrganismos e introduziu novos conceitos, como o de “célula”, que viriam a revolucionar a Biologia.
A evolução do microscópio ótico composto (que utiliza a luz) para o microscópio eletrónico (MET) (que utiliza feixes de eletrões focados por lentes eletromagnéticas), criado em 1933 por Ernst Ruska, e as constantes atualizações (microscopia de varrimento - MEV) têm permitido a obtenção de imagens em 3D e uma ampliação de até um milhão de vezes.
Mas no mundo microscópico nem tudo é tão colorido como no mundo macroscópico que nos rodeia. Com o auxílio da Química e Bioquímica percebeu-se que é possível utilizar reagentes para corar diferentes substâncias e estruturas, tornando visíveis e enfatizando partes das células, tecidos ou organismos, facilitando a sua observação e ilustração. Ou seja, nas imagens obtidas através dum MOC, nem sempre a cor observada condiz com a cor real.
Não é o caso das células vegetais, onde a presença de pigmentos naturais, seja a clorofila (em vários tons de verde) das folhas, ou antocianinas (vermelho, roxo e azul) e carotenoides (amarelo, laranja e vermelho) existentes nas flores e frutos, facilitam a observação e interpretação destas células.
As células animais, por não terem habitualmente pigmentos, são transparentes, sendo por isso necessário adicionar azul de metileno para as visualizar, ficando o seu núcleo azul-escuro e o citoplasma com um azul mais claro.
Mas mesmo uma foto obtida a partir de um microscópio necessita de um desenho esquemático para evidenciar o que é de interesse e facilitar a sua interpretação.
Mais tarde, com as expedições marítimas a terras desconhecidas, nomeadamente com as viagens de Charles Darwin, houve um estímulo acrescido ao desenvolvimento do desenho científico. Surgiram manuais dedicados à botânica, à ornitologia e à anatomia humana, ganhando “status” de obras populares, extrapolando os círculos científicos e convertendo-se em temas de tertúlias e encontros sociais da burguesia do século XIX.
Já no século XX, há que enfatizar as ilustrações do famoso médico americano Frank Netter, autor do clássico “Atlas de Anatomia Humana” e de um sem-número de manuais e guias médicos. Os seus trabalhos permitiram o primeiro contacto de gerações de leigos com o saber científico.
Outros foram mais além, desvendando um mundo escondido à frente dos nossos olhos. Adequando técnicas e selecionando reagentes, foram capazes de descobrir o Universo dos microrganismos, aprimorando a visibilidade das suas estruturas, como se de “photoshop celular” se tratasse, com os protagonistas à procura da sua melhor versão.
Foram dois fabricantes de óculos holandeses - Zacharias e Hans Jansen - por volta de 1590 que criaram o primeiro microscópio com uma única lente de vidro e ampliações modestas, de 30x. Mais tarde, Anton van Leeuwenhoek usou uma ampliação maior, de 300x, permitindo-lhe observar bactérias com cerca de 1 a 2 µm (micrómetro - medida equivalente a 0,001mm).
O seu microscópio primitivo foi aprimorado por Robert Hooke, que com o seu livro “Micrographia” de 1665 popularizou as suas ilustrações de microrganismos e introduziu novos conceitos, como o de “célula”, que viriam a revolucionar a Biologia.
A evolução do microscópio ótico composto (que utiliza a luz) para o microscópio eletrónico (MET) (que utiliza feixes de eletrões focados por lentes eletromagnéticas), criado em 1933 por Ernst Ruska, e as constantes atualizações (microscopia de varrimento - MEV) têm permitido a obtenção de imagens em 3D e uma ampliação de até um milhão de vezes.
Mas no mundo microscópico nem tudo é tão colorido como no mundo macroscópico que nos rodeia. Com o auxílio da Química e Bioquímica percebeu-se que é possível utilizar reagentes para corar diferentes substâncias e estruturas, tornando visíveis e enfatizando partes das células, tecidos ou organismos, facilitando a sua observação e ilustração. Ou seja, nas imagens obtidas através dum MOC, nem sempre a cor observada condiz com a cor real.
Não é o caso das células vegetais, onde a presença de pigmentos naturais, seja a clorofila (em vários tons de verde) das folhas, ou antocianinas (vermelho, roxo e azul) e carotenoides (amarelo, laranja e vermelho) existentes nas flores e frutos, facilitam a observação e interpretação destas células.
As células animais, por não terem habitualmente pigmentos, são transparentes, sendo por isso necessário adicionar azul de metileno para as visualizar, ficando o seu núcleo azul-escuro e o citoplasma com um azul mais claro.
Mas mesmo uma foto obtida a partir de um microscópio necessita de um desenho esquemático para evidenciar o que é de interesse e facilitar a sua interpretação.
Ilustração de Frank Netter no Atlas da Anatomia Humana.