Pulga vista ao MOC- tinta sobre papel, Robert Hooke,1665.
A evolução do microscópio ótico composto (que utiliza a luz) para o microscópio eletrónico (MET) (que utiliza feixes de eletrões focados por lentes eletromagnéticas), criado em 1933 por Ernst Ruska, e as constantes atualizações (microscopia de varrimento - MEV) têm permitido a obtenção de imagens em 3D e uma ampliação de até um milhão de vezes.
Mas no mundo microscópico nem tudo é tão colorido como no mundo macroscópico que nos rodeia. Com o auxílio da Química e Bioquímica percebeu-se que é possível utilizar reagentes para corar diferentes substâncias e estruturas, tornando visíveis e enfatizando partes das células, tecidos ou organismos, facilitando a sua observação e ilustração. Ou seja, nas imagens obtidas através dum MOC, nem sempre a cor observada condiz com a cor real.
Não é o caso das células vegetais, onde a presença de pigmentos naturais, seja a clorofila (em vários tons de verde) das folhas, ou antocianinas (vermelho, roxo e azul) e carotenoides (amarelo, laranja e vermelho) existentes nas flores e frutos, facilitam a observação e interpretação destas células.
As células animais, por não terem habitualmente pigmentos, são transparentes, sendo por isso necessário adicionar azul de metileno para as visualizar, ficando o seu núcleo azul-escuro e o citoplasma com um azul mais claro.
Mas mesmo uma foto obtida a partir de um microscópio necessita de um desenho esquemático para evidenciar o que é de interesse e facilitar a sua interpretação.