Nem o advento da fotografia no século XIX, nem o “boom” da ilustração digital (onde a diversidade tecnológica aumentou a probabilidade de melhores resultados), fez a ilustração científica perder o seu lugar.
Através do desenho é possível observar melhor, entender melhor, registar e comunicar factos e conceitos de ciência.
A capacidade de observar e registar a sua envolvência é uma característica própria do ser humano, aprimorada até aos dias de hoje, graças a técnicas variadas e desafiadoras do nosso olhar incrédulo.
As primeiras ilustrações datam de 30.000 anos a.C., nas Cavernas de Chauvet, em França e foram estrelas de um documentário (A Caverna dos Sonhos Esquecidos de 2010 – disponível na Netflix). Para muitos, estas pinturas rupestres são consideradas “as primeiras ilustrações científicas”.
Se durante a Idade Média, as ilustrações e descrições das faunas nos primeiros Bestiários eram associadas a conceitos fantasiosos e moral religiosa, já durante o Renascimento (século XV), a natureza foi retratada com grande rigor. Graças a Leonardo Da Vinci e à riqueza de detalhes nos seus desenhos, a medicina e a sua compreensão do funcionamento do corpo humano evoluíram.
Coração humano e vasos sanguíneos, Leonardo Da Vinci, séc XVI.