M atéria
de
C apa
3. necessidades
4. pedido
Primeiramente, observamos a situa-
ção, sem julgamento ou avaliação. Em se-
guida, identificamos como nos sentimos ao
observar aquela situação: magoados, assus-
tados, alegres ou irritados. Em terceiro lu-
gar, reconhecemos quais necessidades es-
tão ligadas aos sentimentos que identifica-
mos. Só, então, usamos a CNV para ex-
pressar claramente como estamos e o que
queremos pedir. A comunicação consis-
te em receber as mesmas quatro informa-
ções das outras pessoas.
Segundo Marshall, à medida que man-
tivermos nossa atenção concentrada nes-
sas áreas e ajudarmos os outros a fazerem
o mesmo, um fluxo de comunicação se es-
tabelece em ambos os lados, até a compai-
xão se manifestar naturalmente.
A CNV pode ser usada por nós mes-
mos, com outra pessoa ou com um gru-
po. Sua abordagem se aplica a todos os ní-
veis de comunicação em diversas situações:
relacionamentos íntimos
famílias
Exemplo de um método:
comunicando-se bem
1
“Além de terem um aspecto
curativo e de acolhimento, os
grupos de CNV nos fortalecem
enquanto um sistema de
apoio, para que possamos nos
empoderarmos e, caminharmos
juntos rumo às transformações
que queremos promover
na sociedade”.
JADER MENDES,
FACILITADOR DE CNV
escolas
instituições
terapia e aconselhamento
negociações diplomáticas e
comerciais
disputas e conflitos de qualquer
natureza.
N osso B em E star • Nº 60 • Janeiro 2019 • 10
Uma prática profunda
Jader Mendes conheceu a Comunica-
ção Não-Violenta há quatro anos, quan-
do passava por uma grande crise emocio-
nal. Participou de um evento com Domi-
nic Barter - cientista social inglês que, des-
de 1995 atua no Brasil com círculos restau-
Tente chegar a uma
solução para os problemas
com outra pessoa.
Quando fazemos algo com alguém é
porque ambos queremos — para suprir os
nossos desejos —, não somos forçados ou
nos sentimos culpados. Em alguns casos, dá
para tentar chegar a um consenso agradá-
vel a todos os envolvidos; em outros, o me-
lhor que cada um pode fazer é seguir um
rumo diferente. Se você não estiver pronto
para fazer nada do tipo, não tem proble-
ma: provavelmente, só precisa de um pouco
mais de empatia.
2
disser.
Ouça com
atenção o
que a pessoa
Não tenha a audácia de
achar que você sabe o
que ela está sentindo
ou o que é melhor
para ela. Deixe-a ex-
pressar o que sente
e pensa. Valide esses sen-
timentos, tenha calma
para que ela se sinta
acolhida, e deixe claro
que está ali para o que der e vier.
Se você tentar dar nome ao que ela
sente o tempo todo, vai acabar parecendo
mais um terapeuta que um ombro amigo.
Preste atenção ao que ela diz, não ao que
você acha que ela quis dizer.
3
Dê um tempo se
a situação estiver
estressante demais para
conversar com a pessoa.
Se vocês ficarem irritados demais para
falar de forma clara e objetiva, não estive-
rem dispostos a se abrir
ou algo do tipo, é melhor
parar. Deixe para bater
esse papo em outro mo-
mento, quando tudo estiver
mais calmo.
Se toda conversa
que você tem com as
pessoas termina mal,
examine bem a situ-
ação: pode ser que
haja um problema
mais sério.
Fonte: pt.wikihow.com
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