ficou evidente a necessidade de considerar as variáveis econômi-
cas, sociais e ambientais nos processos de desenvolvimento, em
qualquer escala territorial, tanto em nível mundial, quanto
nacional e local.
Iniciou-se um processo de tomada de consciência e de discus-
são das questões ambientais, em função dos graves problemas
decorridos dos desenvolvimentos industrial e urbano, da concen-
tração de populações e indústrias, ampliando o nível de poluição
das águas, da atmosfera e dos solos, impactando, cada vez mais,
os ecossistemas do planeta.
Posteriormente, aconteceram as conferências do Rio de
Janeiro, em 1992; a de Joanesburgo, na África do Sul, em 2002;
e, novamente, no Rio de Janeiro, em 2012, a Rio+20. Desde então,
avançou-se pouco em termos globais, em relação às demandas
ambientais em discussão: a maioria dos problemas não foram
enfrentados e as soluções continuam sendo adiadas.
A conferência do Rio, em 1992, foi realizada com grandes
expectativas e havia um otimismo por parte da maioria dos parti-
cipantes. Em 2012, na última conferência mundial, a RIO+20, o
cenário era de frustração em relação ao que fora planejado em
1992, principalmente em relação às metas da Agenda 21 e às
medidas que deveriam ser tomadas para minimizar os efeitos das
mudanças climáticas, que vêm causando danos irreversíveis aos
ecossistemas planetários, impactando populações em regiões lito-
râneas com o aumento do nível do mar em todo o planeta.
Por outro lado, constata-se, de maneira positiva, a ampliação
da consciência mundial, dos movimentos políticos e sociais e de
uma participação cada vez mais ampla da comunidade científica,
os quais clamam para que se trate, com a urgência devida, as
questões ligadas à degradação dos ecossistemas, das mudanças
climáticas e das relacionadas com a exclusão social, como também
a necessidade de uma nova economia, de baixo consumo de
carbono, variáveis a serem consideradas na perspectiva de outro
tipo de desenvolvimento, que se quer sustentável.
Ainda há que observar, no cenário atual, os impactos econô-
micos, sociais e ambientais causados pelas guerras regionais, os
conflitos étnicos e religiosos, assim como a migração de milhares
de pessoas do continente africano e asiático para a Europa e as
migrações internas no continente americano, apontando para
realidades econômica, social e ambiental insustentáveis.
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George Gurgel de Oliveira