À beira do precipício pd51 | Page 66

Crise e reconstrução: a construção civil e a retomada do crescimento
Demetrio Carneiro da Cunha Oliveira José Carneiro da Cunha Oliveira Neto Priscila Miranda Alvim
Resumo: A construção civil é um dos principais setores da economia brasileira. Em 2015, 25,5 % de toda a produção industrial estava no setor, que respondia por 5,7 % do Produto Interno Bruto( PIB) do país, ao tempo em que empregava 8,48 % de toda a mão de obra. Em 2014, chegou a contribuir com mais de R $ 306 bilhões para o PIB nacional, maior valor da série histórica elaborada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção( CBIC). Somado o subsetor de Atividades Imobiliárias, do setor de serviços, cerca de 15 % do PIB está ligado à construção civil. Por ser intensiva em mão de obra, a construção historicamente emprega uma parcela maior da população do que sua participação no PIB, além de apresentar maior capacidade de pagamento para a mão de obra de menor qualificação, com, inclusive, boas oportunidades internas de aperfeiçoamento profissional e salarial. Em linhas gerais, o segmento tem sofrido mais com a estagnação econômica do que outros setores da economia, e está entre os principais desafios a serem enfrentados a partir de 2019. O presente estudo analisa dados desse seguimento, assim como propõe possíveis linhas de ação para o reaquecimento do ramo.

Ao longo dos últimos 15 anos, a construção civil respondeu, em média, por 7,5 de toda a mão de obra emprega no país, sendo que em 2015 esse número foi de 8,48 %( CBIC, 2018). Em termos de participação no PIB, o setor contribui, em média, com 5,6 % do produto total nos últimos 15 anos.

Por ser intensiva em mão de obra, a construção costuma empregar pessoas em proporção maior que sua participação no PIB, sendo um absorvedor natural de mão de obra pouco qualificada, enquanto oferece melhores oportunidades salariais para essa parcela específica da população.
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